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((Lyceu Paraibano))

domingo, 21 de agosto de 2011

Esteróides Anabolizantes e Esteróides

                    Esteróides Anabolizantes
Introdução

A busca de corpos esculpidos à 
base de remédio 
está levando jovens de aparência saudáveis a 
um vício muitas vezes sem volta. O motivo é 
o uso dos chamados esteróides 
anabolizantes. Apesar de não haver estatísticas, sabe-
se que vem crescendo o número de consumidores da droga. E não são apenas 
os atletas em busca de mais força, velocidade, e resistência dos músculos os

únicos a usá-lo. Homens, jovens e mulheres que querem apenas ganhar massa 
corporal em pouco tempo também se deixam seduzir pelos efeitos da droga. O abuso desse medicamento não é novidade. O maior problema, atualmente,

Segundo especialistas, é a adesão às drogas nas academias convencionais.



Anabolizantes
           O que são e como agem
Os chamados esteróides anabólicos agem através do incremento do anabolismo, que, basicamente, pode ser traduzido como “crescimento”. Os esteróides anabólicos são substâncias sintéticas a base de testosterona, que é o hormônio masculino naturalmente produzido por todos nós (homens e mulheres) e que, em doses elevadas, provoca o aumento de características masculinas, sendo o crescimento dos músculos, um deles. Todavia esse crescimento provocado pelos anabolizantes se dá principalmente através da retenção de água nas células musculares, fazendo os músculos “incharem” e, em razão da dose extra do hormônio, o metabolismo das células musculares aumenta, ou seja, ocorre uma aceleração das funções dessas células. Associando-se isso tudo aos exercícios intensos, os músculos se hipertrofiam, aumentando rapidamente de volume, ou melhor, sofrem um verdadeiro “inchaço”, já que não é uma hipertrofia natural decorrente apenas de exercícios, mas induzida artificial e drasticamente, por substâncias sintéticas. 
A pessoa que faz uso de anabolizantes (seja um desportista ou um fisiculturista) tem, por um breve momento, a ilusão de que fez a escolha certa, pois de fato há um aumento rápido e perceptível da massa muscular e, conseqüentemente, da performance atlética (tanto que os anabolizantes são considerados como “dopping”). Todavia, o preço a ser pago é muito alto, pois este momento de ilusão é realmente breve e via de regra a pessoa precisa recorrer a novas e mais frequentes utilizações de substâncias anabolizantes, tanto para manter o nível da performance atlética artificialmente obtida, como para continuar percebendo o rápido aumento da massa muscular que tanta satisfação trouxe. E é aí que os malefícios começam a cobrar o seu preço. 
              Quais os malefícios
 A lista destes malefícios e efeitos colaterais é extensa e assustadora, envolvendo danos ao fígado, câncer, problemas ósseos, articulares e nos tendões, complicações cardíacas, esterilidade, insônia, dores de cabeça, aumento da agressividade, impotência masculina e ginecomastia (desenvolvimento excessivo de mamas em homens). Nas mulheres, pode provocar o surgimento de pelos nas faces e tórax, aumento do clitóris, engrossamento da voz, interrupção da ovulação e amenorréia (interrupção da menstruação). Algumas dessas alterações, tanto em homens como em mulheres são irreversíveis. Em qualquer caso, a pessoa deve procurar um médico, preferencialmente um endocrinologista, para tratamento.
         Quais são os anabolizantes mais comuns  
Há diversos tipos de anabolizantes no mercado, destinados tanto a uso humano como a uso veterinário. A procura para fins estéticos ou atléticos variam conforme a fase do treinamento, o poder aquisitivo do usuário e a maior ou menor oferta no mercado. Algumas das marcas mais conhecidas são: DECA-DURABOLIN, ANDROXON, DEPOSTERON, DURATESTON, WINSTROL e o PRIMOBOLAN, dentre diversas outras, fabricadas tanto no Brasil como no exterior.
            Quem são as pessoas que usam
O perfil típico do usuário de anabolizantes é o de jovens do sexo masculino, na faixa dos 16 a 25 anos de idade, freqüentadores de academias de ginástica, atletas de alto rendimento e pessoas com características próprias da síndrome conhecida como Vigorexia, que, a grosso modo, é o oposto da famosa Anorexia, ou seja, a pessoa vigoréxica quer ser mais forte e ter mais musculatura para se sentir aceita pelos outros e por si mesma e não importa o quanto ela já esteja musculosa, ela sempre se verá como uma pessoa fraca, esquálida, que precisa ficar mais e mais forte, numa espiral sem fim. Neste caso, a porcentagem é infinitamente maior entre homens do que entre mulheres e a Síndrome da Vigorexia entre jovens do sexo masculino vem se tornando um fenômeno cada vez mais presente na sociedade moderna, nas últimas décadas, devido aos padrões culturais de beleza impostos pela mídia em geral. Mas no caso de atletas de alto rendimento, a proporção de mulheres que fazem uso desse tipo de droga é bem mais próxima da dos homens.
              Que Legislação proíbe o uso
 A Lei 6.368/76, que reprime o tráfico e uso de substâncias que determinem dependência física ou psíquica e o Decreto 4.345/2002, que instituiu a Política Nacional Antidrogas, é os mecanismos legais que tornam punível na esfera penal a venda indiscriminada dessas substâncias.
              
              Caminho sem Volta
A busca de corpos esculpidos à base de remédio está levando jovens de aparência saudável a um vício muitas vezes sem volta. Segundo o professor Fernando, não se sabe até que ponto os problemas ocasionados pelo uso das "bombas" são reversíveis. "Os casos têm que ser analisados de forma isolada porque cada organismo reage de um jeito ao uso do esteróide. Em muitos casos, o nível de comprometimento das funções é tão grande que não há opção de cura. Várias pessoas já morreram por causa do uso indiscriminado dos anabolizantes", adverte.
Por tantos riscos e inconvenientes, o uso indiscriminado de anabolizantes deve ser desencorajado, banido do meio esportivo. Para Fernando, a grande arma capaz de resolver esse problema são as campanhas educativas. “O uso de esteróides já se tornou um caso de saúde pública. O governo tem que tomar providências", completa.
              Em que casos podem ser usados
Há certas patologias que respondem bem ao uso de anabolizantes, como casos de insuficiência hormonal na produção de testosterona, o eunuquismo (castração), a impotência sexual (por insuficiência testicular), a osteoporose, a desnutrição e, mais recentemente, há experiências visando tratar portadores do vírus HIV/AIDS, com demasiada perda de peso e massa muscular, através do uso dessas substâncias também. Mas em todos os casos, somente um médico pode determinar a conveniência, a necessidade, o tipo de substância e a dosagem adequada a cada caso.
            Substancia química
Os esteróides anabolizantes ou esteróides anabólicos androgênicos (EAAs) são substâncias sintetizadas à base do hormônio testosterona. Quimicamente, os hormônios são classificados como aminas, proteínas e peptídeos ou esteróides.                                                         
A produção dos hormônios androgênios ocorre a partir do colesterol. Esse irá formar, após sucessivas oxidações, a pregnenolona, que é o principal precursor dos hormônios esteróide.
        Testosterone


                 Esteróides
Por outro lado existem os Esteróides essenciais à nossa sobrevivência e que se fazem presente naturalmente em nosso corpo.
Os esteróides estão largamente difundidos nele. Quantidades muito pequenas mostram atividade biológica considerável. Pequenas variações na estrutura molecular de esteróides resultam em grandes diferenças nos seus efeitos. Os esteróides que ocorrem naturalmente incluem o colesterol, os sais biliares, e muitos hormônios, reguladores dos processos químicos.

Os esteróides formam um grande grupo de compostos solúveis em gordura (lipossolúveis), eles compreendem diversas substâncias químicas com importante papel na fisiologia humana.
Colesterol (C27H46O) 
Os esteróis, esteróides que contêm um grupo hidroxila, são os esteróides mais abundantes. São lipídios de cadeia complexa, onde o colesterol 
é substância fundamental na formação dos esteróides. Esse esteróide natural é produzido no fígado e uma de suas funções é compor a estrutura das membranas celulares e precursor de outros Esteróides, como, por exemplo, os hormônios sexuais. Sem colesterol não haveria vida. Contudo, o seu excesso é maléfico à saúde, como por exemplo a doença cardíaca e hipertensão arterial podem resultar de depósitos de colesterol no interior das paredes das artérias. Esta condição, aterosclerose, é uma forma de arteriosclerose, ou “endurecimento das artérias”. Evidências mostram que o nível de colesterol no sangue, e, portanto a quantidade depositada, está relacionada com a quantidade de gorduras saturadas que você ingere.

Ele é usado para a síntese de moléculas tais como os hormônios esteróides. Este lipídio é encontrado no cérebro e no tecido nervoso, onde forma parte da mielina, a membrana estável que reveste as células nervosas.
O colesterol é o ponto de partida para a fabricação dos hormônios  (cortisol, aldosterona, testosterona, progesterona,...), bem como os ácidos biliares (A bile é um líquido produzido pelo fígado e armazenado na vesícula biliar. Quando a bile é hidrolisada, o esteróide obtido mais abundante é o ácido cólico)vitamina D (é produzida na pele a partir de um esteróide que é quase idêntico ao colesterol (7-deidrocolesterol) através de reações promovidas pela luz solar. Digitalis, uma droga que fortifica o músculo cardíaco, tem como base outro esteróide, a digitoxigenina.)glicosideos cardíacos, sitosteróis do reino vegetal e alguns alcaloides.
Pílulas anticoncepcionais contêm Esteróides.
A classe dos Esteróides deriva do anel orgânico Ciclopentanoperidrofenantreno:




Essa estrutura também é definida como “núcleo central dos Esteróides”. Todo membro pertencente à classe Esteróide precisa conter essa estrutura.

Exemplos de Esteróides presentes no corpo humano:

Colesterol:
Fórmula estrutural: Colesterol

Repare na presença do Ciclopentanoperidrofenantreno na cadeia, ele caracteriza o composto como sendo um Esteróide. A hidroxila presente na extremidade inferior pode formar ésteres com vários ácidos graxos.


A testosterona é o hormônio sexual masculino, enquanto que o estradiol é o hormônio responsável pelas características femininas.

Testosterona:

Fórmula estrutural: Testosterona 
Hormônio esteróide produzido pelos testículos. Está presente também no corpo feminino, só que em quantidade bem inferior comparada ao do homem. 



Fórmula estrutural: Estradiol 
Estradiol: 
hormônio produzido pelos folículos ovarianos e que determina as características sexuais femininas. O Estradiol também está presente nas pílulas anticoncepcionais. 

Os esteróides são amplamente distribuídos nos organismos vivos e incluem os hormônios sexuais, a vitamina D e os esteróis, tais como o colesterol e a digitalina, presentes na dedaleira. Terapeuticamente, os corticosteróides são utilizados como imunossupressores no tratamento de doenças auto-imunes e na cirurgia de transplantes. A ingestão de doses altas durante longos períodos pode produzir efeitos colaterais sérios, que vão da imunodeficiência à perda de cálcio nos ossos.

           #DaianaSousa #EdilenePamplona #GabriellaCavalcanti #RaissaFelixCorreaLima


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